Hoje a palavra “lixo” tem novo sentido e tudo aquilo que poderia ser descartado, muitas vezes, pode retornar aos processos produtivos, ser incorporado como matérias primas, consequentemente reduzir de forma significativa a extração de matérias primas virgens que não poderiam ser repostas no meio ambiente.

Após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, as indústrias estão modificando suas posturas e adaptando seus processos à nova lei. Podemos citar dois grandes fatores que justificam o acúmulo do lixo e a má gestão dos resíduos: consumo e concentração urbana. A Gestão Ambiental e a Logística Reversa são ferramentas utilizadas nesta nova postura das indústrias, pois auxiliam na forma de conduzir o ciclo de produção visando à redução e desperdício dos seus insumos: energia, água, matéria prima, embalagem, etc.

Para melhor entendimento dessas ferramentas de gestão de resíduos é necessário levantar e discutir quais as ações que deverão ser tomadas com estes resíduos nos municípios, levantar as questões relacionadas à saúde pública e ocupacional para condução do gerenciamento destes resíduos rumo ao desenvolvimento sustentável.

Criamos esse guia como forma de incentivo para que os profissionais da área iniciem ou aprimorem suas gestões de resíduos.

1° Fase: Planejamento

Quais são os processos da minha empresa que geram resíduos? E quais são os tipos de resíduos?

Responder essa pergunta é essencial para que conhecer que será administrado.

Os resíduos podem estar presentes em todos os processos e não apenas na atividade industrial, por exemplo, nos escritórios são usados papéis e cartuchos de impressoras, na cozinha há restos de comida, nos banheiros, papel higiênico usado e na manutenção óleo usado e peças.

Após a identificação, os resíduos precisam ser classificados também de acordo com a sua periculosidade, para isso sugerimos a consulta da NBR 10004. Por último, é necessário saber a quantidade de cada resíduo para definir as formas de transporte e armazenamento, assim como o tratamento e a destinação final ideais.

No caso de terceirização de qualquer uma dessas fases, escolha sempre empresas sérias e comprometidas em oferecer soluções adequadas e seguras.

Não se esqueça de verificar os requerimentos legais e, assim como qualquer plano de gestão, os objetivos e metas. Os objetivos são direcionamentos gerais aos quais o PGR (Plano de Gerenciamento de Resíduos) deverá estar integrado, enquanto as metas devem ser numéricas e temporais.

2° Fase: Implementação do Plano

É hora de colocar o planejamento em prática e, para isso, os responsáveis por cada atividade do plano têm de ser definidos. Competência técnica e conhecimento dos aspectos legais são fundamentais, procurar auxílio de profissionais especializados para conduzir os processos pode ser uma boa opção.

Todos têm de ser devidamente treinados sobre as características e riscos inerentes de cada tipo de resíduo, orientados para a execução das tarefas, utilização dos EPIs necessários e procedimentos de emergência em caso de contato ou contaminação. Depois é importante planejar as formas de manuseio e acondicionamento dos resíduos. A separação correta pode permitir o pré-tratamento e facilitar o processo de destinação final.

Não se esqueça de descrever quais serão as formas de manuseio e de armazenamento temporário para cada resíduo gerado. As normas NBR 12235, NBR 11564, NBR 7500 e NBR 11174 contêm as especificações necessárias.

A documentação de todo o processo é essencial e deve ser de fácil acesso a todos os envolvidos, com os objetivos e metas, requerimentos legais, procedimentos escritos, protocolos de auditorias internas e de terceiros, indicadores e fichas de resíduos.

3° Fase: Verificação e ações corretivas

PNRS: Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um marco na gestão ambiental no Brasil. A lei compõe uma série de diretrizes e metas relativas à gestão integrada e ao gerenciamento ambiental adequado dos resíduos sólidos, incluído os perigosos, e propõe um conjunto de regras que visam o cumprimento de seus objetivos em amplitude nacional.

CONAMA 357: Resolução n° 357, de 17 de Março de 2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

Artigo 18: Artigo integrante do decreto 8.468/76 da CETESB, define os parâmetros de lançamento de efluentes provenientes de qualquer fonte poluidora, direta ou indiretamente, nas coleções de água. Além de obedecerem aos limites deste artigo, os efluentes não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o enquadramento do mesmo, na Classificação das Águas.

Artigo 19A: Artigo também integrante do decreto 8.468/76 da CETESB. Define as condições de lançamento de efluentes de qualquer fonte poluidora em sistemas de esgotos, provido de tratamento com capacidade e de tipo adequados. São parâmetros cujos limites estão estabelecidos neste artigo: pH, temperatura, materiais sedimentáveis, óleos e graxas e várias outras substâncias solúveis.

O resultado das auditorias e da análise dos indicadores mostrarão as não conformidades, que embasarão as ações corretivas e preventivas. Lembre-se de guardar todos os registros e documentos relativos ao processo. Além de facilitar o acompanhamento pelos responsáveis, eles comprovarão o cumprimento dos requisitos legais.

Veja os documentos necessários para os resíduos destinados para fora da unidade:

  • CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental) pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) no estado de SP ou documento semelhante exigido de acordo com diretrizes do orgão estadual fiscalizador. ● Documento de saída informando quantidade, destino, data, meio de transporte e percurso a ser percorrido. Na hora da chegada ao destino, é necessário informar a data, a hora da chegada e a assinatura do receptor do resíduo. ● Documentos emitidos pelo receptor do resíduo com informações que comprovem o tratamento e tipo de processo ou disposição utilizado. Saiba mais com o artigo: Como você pode rastrear o destino dos resíduos.

Esses documentos devem ser mantidos pela empresa para resguardá-la em caso de imprevistos com os receptores dos resíduos e prestação de contas com órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.

Conclusão

Reconhecemos a importância da gestão de resíduos e consideramos seu papel fundamental nesse cenário, por isso contribuímos oferecendo para as empresas soluções como GERENCIAMENTO GLOBAL DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS, todos realizados conforme normas e leis vigentes.

Caso queira optar por essa alternativa ambientalmente correta e destinar seus resíduos para nós, saiba que oferecemos o suporte técnico aos nossos clientes para o preenchimento de toda documentação para a solicitação do CADRI. O cliente deve apenas ir até a agência da CETESB com as documentações em mãos e protocolar a solicitação.O processo inicia-se com a análise e objetivo de identificar o processo de geração do resíduo a partir de uma visita técnica ao local ou recebimento de uma amostra, essa etapa é muito importante, pois visa identificar e assim descobrimos a melhor maneira de destina-los corretamente.