Declarado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o dia de Preservação à Camada de Ozônio, o dia 16 de setembro passou a comemorar os avanços contra a degradação ambiental.
Em 1987, aconteceu o Protocolo de Montreal, uma reunião que envolveu cerca de quarenta e seis países, sendo que os mesmos comprometeram-se em diminuir a produção de clorofluorcarbono (CFC), um dos maiores responsáveis pela destruição da camada de ozônio (O3).

Através do Protocolo, indicando quais as substâncias que mais destroem a camada de ozônio, foi feito um trabalho internacional, com o comprometimento dos países participantes, que ficou aberto para novos adeptos e entrou em vigor em primeiro de janeiro de 1989.

Os países participantes se comprometeram em desenvolver pesquisas na área das ciências para descobrir substâncias que destroem o Ozônio.

Mas você sabe o que é a Camada de Ozônio e qual sua importância para nosso planeta?

O Ozônio é um gás atmosférico azul-escuro, que se concentra na chamada estratosfera, uma região situada entre 20 e 40 km de altitude. A diferença entre o Ozônio e o Oxigênio dá a impressão de ser muito pequena, pois se resume a um átomo: enquanto uma molécula de oxigênio possui dois átomos, uma molécula de Ozônio possui três.

Essa pequena diferença, no entanto, é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida na Terra. A natureza, sabiamente, protegeu nosso planeta com um escudo contra a irradiação ultravioleta prejudicial (UV-B, ou radiação biologicamente ativa). Esse escudo, a Camada de Ozônio, absorve grande parte da radiação ultravioleta perigosa, impedindo que esta chegue até o solo. Sem essa proteção, a vida na Terra seria quase que completamente extinta.

Arte desenvolvida pela Designer Giulia Gushikem

O BURACO DA CAMADA DE OZÔNIO

Em 1983, pesquisadores fizeram uma descoberta que gerou muita preocupação: havia um buraco na camada de ozônio na área da estratosfera sobre o território da Antártica. Este buraco era de grandes proporções, pois tinha cerca de 10 milhões de quilômetros quadrados. Na década de 1980 outros buracos de menor proporção foram encontrados em vários pontos da estratosfera. Com o passar do tempo, estes buracos foram crescendo (principalmente o que fica sobre a Antártica), sendo que em setembro de 1992 chegou a totalizar 24,9 milhões de quilômetros quadrados.

Causas do buraco na camada de ozônio

A principal causa é a reação química dos CFCs (clorofluorcarbonos) com o ozônio. Estes CFCs estão presentes, principalmente, em aerossóis, ar-condicionado, gás de geladeira, espumas plásticas e solventes. Os CFCs entram em processo de decomposição na estratosfera, através da atuação dos raios ultravioletas, quebrando as ligações do ozônio e destruindo suas moléculas.

Origens do problema

A tese mais aceita hoje em dia é que o buraco do ozônio foi causado pelo próprio ser humano, através da contínua emissão na atmosfera de um composto químico, o clorofluorcarbono, mais conhecido como CFC.

Consequências

  • A existência de buracos na camada de ozônio é preocupante, pois a radiação não é absorvida chega ao solo, podendo provocar câncer de pele nas pessoas, pois os raios ultravioletas alteram o DNA das células.
  • O buraco na camada de ozônio também tem uma leve relação com o aumento do aquecimento global.

Mas e como podemos ajudar a prevenir a nossa Camada de Ozônio?

https://www.behance.net/giuliagushikem
Arte desenvolvida pela Designer Giulia Gushikem

  • Diminuir a liberação de gases que destroem a Camada de Ozônio, comprando produtos (geralmente sprays, aparelhos de refrigeração e extintores de incêndio) que não contenham CFC. Geralmente, estes vêm acompanhados de um selo identificador.
  • Precisamos ter consciência de que poluindo o ambiente, nós só prejudicamos a nossa vida e a vida das gerações futuras.
  • Algumas atitudes podem contribuir para a preservação dos recursos naturais:
  • Economizar energia;
  • Adquirir produtos eletrônicos e eletrodomésticos que tragam a inscrição clean, indicação de que não contém clorofluorcarbono (CFC);
  • Trocar, se possível, eletrodomésticos muito antigos, pois consomem mais energia elétrica;
  • Diminuir o uso de ares-condicionados, utilizando-os somente em casos extremos;
  • Não lavar roupas com água quente, pois o consumo de energia é maior;
  • Evitar andar de carro particular, mas utilizando-se dos transportes coletivos, bicicleta ou mesmo andando a pé;
  • Separar o lixo reciclável do orgânico;
  • Juntar o óleo velho, de cozinha, e entregá-lo em postos de coleta, bem como baterias de celulares e outros eletroeletrônicos;
  • Fazer campanhas de preservação ambiental no seu grupo de contato, diário.

Por isso, a dica para comemorar a data é: Preservar, preservar e preservar!

Sobre a Salmeron:

A Salmeron é uma empresa que a mais de 40 anos atua na redução de emissões de gases do efeito estufa com atividades e destinações finais de resíduos. Somos signatários dos 17 objetivos do desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas com o atendimento do Objetivo 7,Energia limpa e Acessível e o Objetivo 12, Consumo e Produção Responsáveis.

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